Notícia - Acadêmico cria dicionário de Libras para termos de informática

Acadêmico cria dicionário de Libras para termos de informática




Foto: Milton Fernando TerrazasCampo Grande (MS) - Um projeto inédito desenvolvido pelo acadêmico de Tecnologia em Processamento de Dados da Faculdade Estácio de Sá de Campo Grande Milton Fernando Leonel Terrazas, que acaba de ser transformado em curso e oferecido gratuitamente pela instituição a um grupo de surdos, está em vias de fazer parte da Linguagem Brasileira de Sinais – Libras. Trata-se do Sistema de Dicionário de Libras para informática, denominado por Terrazas com a sigla SDLI.

O acadêmico, que também é surdo, desenvolveu o projeto como trabalho de conclusão de curso sob a orientação do professor Paulo Nomura e, além de ser aprovado com nota máxima e elogiado pelo corpo docente, é um trabalho que já está trazendo enormes benefícios aos surdos e possibilitando que muitos deles tenham maior acesso à informática.

De acordo com o autor do projeto, durante os quatros anos em que durou o seu curso ele se deparou com vários problemas e entre os mais difíceis estava a falta de sinais próprios para a área que havia escolhido. Como a linguagem da computação é desconhecida pela comunidade surda e, dessa forma, inviabiliza a sua tradução, surgiu a idéia de criar uma linguagem que pudesse ajudar os surdos que se interessam pela área.

Para desenvolver o dicionário, Milton teve que estudar os significados das palavras depois de entendê-las e transportá-las para o contexto lingüístico da Libras criando os sinais. Para este primeiro projeto foram desenvolvidos 70 sinais, como: link, arquivo, programação, software, entre outros. Milton afirma que ainda pretende ampliar o projeto e a idéia é levar os sinais para integrar oficialmente a Libras e com isso estender a possibilidade de inclusão aos surdos de todo o País.

Para mais detalhes sobre o projeto, basta escrever para tpd.terrazas@fes.br.

Enviado por Jornal Correio do Estado em 07/08/2006