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Notícia - Libras completa dez anos de regulamentação em MS
Libras completa dez anos de regulamentação em MS
Campo Grande (MS) – Com estrutura independente da Língua Portuguesa oral e escrita e elaborada a fim de possibilitar a educação e a comunicação do indivíduo surdo, a Língua Brasileira de Sinais (Libras), já estabelecida nacionalmente como sistema lingüístico, completa dez anos de reconhecimento em Mato Grosso do Sul. Por meio da Lei Nº 1.693 de 12 de setembro de 1996, o Estado foi a segunda unidade da federação a reconhecer oficialmente a língua, favorecendo o acesso do surdo a conceitos e conhecimentos necessários à interação com o meio em que vive.
No Brasil, a Libras passou a ser reconhecida como língua em 2002 e, no ano passado, por decreto do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, foi formalizada sua inserção como disciplina curricular obrigatória nos cursos de formação de professores, de nível médio e superior. Mas o uso da Libras data de períodos anteriores às legislações. De acordo com a pedagoga surda, Shirley Vilhalva, desde as décadas de 60 e 70, alguns surdos sul-mato-grossenses já se comunicavam pelo método.
“No Estado, a Libras foi transmitida pelos surdos que estudaram no Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES), no Rio de Janeiro”, conta. A técnica da Secretaria de Estado de Educação (SED) explica que, inicialmente, um grupo de jovens surdos e ouvintes se reunia em Campo Grande para conversar e trocar informações sobre a nova linguagem. “O assunto principal era o dia-a-dia, já que eles não tinham acesso à comunicação dialógica em casa”, afirma.
Um dos principais pontos de encontro dos jovens era a esquina das ruas 14 de Julho e Dom Aquino e, com a divulgação da Libras na Capital, surdos e deficientes auditivos começaram a ser empregados como intérpretes da língua. O início desse trabalho se deu na rede estadual de ensino, posteriormente estendido para a rede municipal. “Foram os primeiros espaços da Libras acadêmica, que foram se expandindo até chegar aos estabelecimentos privados de educação e nas instituições de ensino superior”, aborda a pedagoga.
Enviado por Bianca Cegati - SED/MS em 13/09/2006
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